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sábado, 11 de agosto de 2012

Cientista descobre placas tectônicas em Marte parecidas com as da Terra


Professor da Universidade da Califórnia analisou dois blocos do planeta.
Até agora, pensava-se que só a Terra tinha essas estruturas geológicas.

Um cientista da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), nos EUA, anunciou a descoberta de placas tectônicas em Marte. Os resultados estampam a capa da edição de agosto da revista "Lithosphere".

Por muitos anos, pensava-se que essas estruturas geológicas localizadas logo abaixo da superfície do planeta – cujos movimentos por aqui resultam em terremotos, tsunamis e erupções vulcânicas – fossem exclusivas da Terra. Ao todo, nosso globo tem sete placas principais e outras dezenas menores, comparadas a uma "casca de ovo" rachada, que nos protege do magma contido no interior.

Segundo o professor de ciências espaciais e da Terra Um Yin, único autor do estudo, o planeta vermelho está em um estágio primitivo desse fenômeno, o que pode ajudar a entender como ocorreu a formação desses blocos na nossa litosfera, composta por duas camadas: a crosta terrestre e o manto superior.

Yin fez a descoberta ao analisar cem imagens de satélite de uma nave da agência espacial americana (Nasa) chamada Themis e também da câmera HiRISE, da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, que orbita Marte. Uma dúzia dessas fotos revelaram as placas tectônicas.

O pesquisador conduziu os trabalhos no Himalaia e no Tibete, onde duas das maiores placas da Terra se encontram. De acordo com ele, muitas das características das falhas dessas regiões, e também da Califórnia, se assemelhavam às de Marte.

O professor viu, por exemplo, deslizamentos de terra, um desfiladeiro e um penhasco – comparável às falésias (escarpa íngreme à beira-mar, feita por erosão) do Vale da Morte, na Califórnia – que só podem ter se formado por uma placa tectônica.

Vale da Mariner
A superfície marciana tem o sistema mais longo – com mais de 4 mil km, nove vezes maior que o Grand Canyon, no Arizona – e profundo de cânions do Sistema Solar, conhecido como Vale da Mariner, em homenagem à antiga sonda Mariner 9, que descobriu essa região em 1971.

Yin diz que, ao contrário de outros cientistas, que achavam que aquela era uma fenda pontual que se abriu, ele acredita que esse seja o limite de duas placas, que se movem horizontalmente por quase 150 km.

A Falha de San Andreas, em São Francisco, na Califórnia, também está sobre a intersecção de duas placas, e já se chocou pelo dobro dessa distância, mas a Terra é cerca de duas vezes maior que Marte, então o fenômeno entre os dois planetas se torna equivalente.
De acordo com Yin, a falha está ativa, mas raramente "acorda", a cada um milhão de anos ou mais. Ele crê que o planeta não tenha mais que essas duas placas.

Além disso, Marte tem uma zona vulcânica linear, algo típico de onde existem esses blocos sob a superfície. Isso não ocorre nos outros planetas do Sistema Solar, segundo Yin.

O que o pesquisador ainda quer investigar é o quão abaixo da crosta de Marte essas placas estão localizadas e por que elas se movimentam em um ritmo tão lento, mas de alta magnitude.

Placas tectônicas de Marte foram analisadas por imagens de satélite (Foto: Google Mars/Mola Science Team)

Fonte: G1

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Gôndola leva turistas para interior de vulcão na Islândia


Visitantes descem cerca de 120 metros para conferir câmara interior de cratera.

Uma agência de viagens da Islândia está levando turistas para dentro de um vulcão com a ajuda de gôndolas usadas para limpar janelas de prédios. O vulcão é o Thrihnukagigur e sua última erupção ocorreu há mais de 4 mil anos. Segundo a agência, não há indicações de que ele volte a expelir lava em um futuro próximo.

O vulcão, formado por três crateras, fica a 20 quilômetros da região da capital islandesa, Reykjavik. Os visitantes descem em uma das crateras, divididos com grupos de cinco, por uma gôndola semelhante às usadas para a limpeza de janelas do lado de fora de edifícios. Neste “elevador”, os turistas descem 120 metros durante dez minutos, até chegar ao fundo da cratera. Por cerca de uma hora, os turistas podem caminhar pela grande câmara formada dentro do vulcão e observar a grande variação de cores no local.

A Islândia fica sobre a junção de duas placas tectônicas e registra grande atividade vulcânica e sísmica - sendo, por isso, estudada com interesse por sismólogos. Em 2010, a erupção de outro vulcão islandês, o Eyjafjallajokul, paralisou o tráfego aéreo na Europa.

Fonte: G1









sexta-feira, 25 de maio de 2012

Cristais podem ajudar a prever erupções vulcânicas


Estrutura se forma no magma antes de uma erupção. Mais de 500 milhões vivem perto de vulcões e seriam beneficiados.

Uma descoberta publicada na edição desta sexta-feira (25) da revista “Science” pode prever com mais eficácia as erupções vulcânicas. A técnica recorre a pequenas mudanças que acontecem no interior da Terra.

A lava que é expelida pelos vulcões nada mais é que o magma, uma camada de rochas derretidas que ficam sob a crosta terrestre. Se uma erupção pega de surpresa a população que vive próxima aos vulcões, tem efeitos mortais. Estima-se que mais de 500 milhões de pessoas morem nessas áreas.

A equipe de Kate Saunders, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, encontrou alterações na estrutura química do magma que ocorrem antes de uma erupção. Ocorre maior formação de cristais na câmara magmática, região dos vulcões onde se acumula a rocha líquida.

O estudo foi feito com análises químicas e observações sísmicas de uma erupção do Monte Santa Helena, no noroeste dos Estados Unidos, que teve uma grande erupção em 1980. “Uma correlação entre o surgimento de cristais e a atividade sísmica vulcânica já era esperada, mas ver uma evidência tão clara dessa relação é extraordinário”, afirmou Saunders, em material de divulgação da universidade.

Imagem em cor falsa dos cristais encontrados (Foto: Kate Saunders/Divulgação)
Fonte: G1


sexta-feira, 13 de abril de 2012

CPRM amplia conhecimento geológico no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte é reconhecido no cenário nacional como um estado tradicionalmente mineiro, estando recentemente entre os mais procurados para investimentos na área da mineração.

Desta forma, a implementação de estudos geológicos é um instrumento de suma importância para subsidiar as políticas públicas nas esferas municipais, estaduais e federais, bem como representar um atrativo para novos investimentos do setor mineral com consequente desenvolvimento econômico regional.

Neste contexto o Serviço Geológico do Brasil, através da Superintendência Regional de Recife/Núcleo de Apoio de Natal iniciou, em 2011, um levantamento geológico, geoquímico e dos recursos minerais, na escala 1:100.000 da Folha São José do Mipibú, que corresponde a uma área de 3.000Km2 e abrange, total ou parcialmente, 23s municípios no litoral sudeste do estado do Rio Grande do Norte e um pequeno segmento na porção nordeste do estado da Paraíba, abrangendo outros três municípios.

Os principais recursos minerais que ocorrem na folha são os de aplicação na indústria da construção civil, tais como cascalho, areia, caulim, diatomita e brita. Este material está sendo cadastrado, caracterizado e as informações serão disponibilizadas para o atendimento adequado do consumo da região, bem como possíveis ampliações das atividades extrativas. A localização da folha próxima ao centro urbano consumidor da grande Natal favorece a extração das reservas devido à redução dos custos principalmente no fator transporte.

Neste trabalho, ainda pretende-se agregar qualidade à cartografia pelo detalhamento de unidades geológicas a partir de novos dados de campo, literatura, aerogeofísica, geocronologia, litoquímica e geoquímica prospectiva. Ressalta-se ainda que a região é conhecida pelas belíssimas paisagens naturais caracterizando um importante patrimônio geológico.

Fonte: CPRM