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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Cristais podem ajudar a prever erupções vulcânicas


Estrutura se forma no magma antes de uma erupção. Mais de 500 milhões vivem perto de vulcões e seriam beneficiados.

Uma descoberta publicada na edição desta sexta-feira (25) da revista “Science” pode prever com mais eficácia as erupções vulcânicas. A técnica recorre a pequenas mudanças que acontecem no interior da Terra.

A lava que é expelida pelos vulcões nada mais é que o magma, uma camada de rochas derretidas que ficam sob a crosta terrestre. Se uma erupção pega de surpresa a população que vive próxima aos vulcões, tem efeitos mortais. Estima-se que mais de 500 milhões de pessoas morem nessas áreas.

A equipe de Kate Saunders, da Universidade de Bristol, na Inglaterra, encontrou alterações na estrutura química do magma que ocorrem antes de uma erupção. Ocorre maior formação de cristais na câmara magmática, região dos vulcões onde se acumula a rocha líquida.

O estudo foi feito com análises químicas e observações sísmicas de uma erupção do Monte Santa Helena, no noroeste dos Estados Unidos, que teve uma grande erupção em 1980. “Uma correlação entre o surgimento de cristais e a atividade sísmica vulcânica já era esperada, mas ver uma evidência tão clara dessa relação é extraordinário”, afirmou Saunders, em material de divulgação da universidade.

Imagem em cor falsa dos cristais encontrados (Foto: Kate Saunders/Divulgação)
Fonte: G1


sexta-feira, 13 de abril de 2012

CPRM amplia conhecimento geológico no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte é reconhecido no cenário nacional como um estado tradicionalmente mineiro, estando recentemente entre os mais procurados para investimentos na área da mineração.

Desta forma, a implementação de estudos geológicos é um instrumento de suma importância para subsidiar as políticas públicas nas esferas municipais, estaduais e federais, bem como representar um atrativo para novos investimentos do setor mineral com consequente desenvolvimento econômico regional.

Neste contexto o Serviço Geológico do Brasil, através da Superintendência Regional de Recife/Núcleo de Apoio de Natal iniciou, em 2011, um levantamento geológico, geoquímico e dos recursos minerais, na escala 1:100.000 da Folha São José do Mipibú, que corresponde a uma área de 3.000Km2 e abrange, total ou parcialmente, 23s municípios no litoral sudeste do estado do Rio Grande do Norte e um pequeno segmento na porção nordeste do estado da Paraíba, abrangendo outros três municípios.

Os principais recursos minerais que ocorrem na folha são os de aplicação na indústria da construção civil, tais como cascalho, areia, caulim, diatomita e brita. Este material está sendo cadastrado, caracterizado e as informações serão disponibilizadas para o atendimento adequado do consumo da região, bem como possíveis ampliações das atividades extrativas. A localização da folha próxima ao centro urbano consumidor da grande Natal favorece a extração das reservas devido à redução dos custos principalmente no fator transporte.

Neste trabalho, ainda pretende-se agregar qualidade à cartografia pelo detalhamento de unidades geológicas a partir de novos dados de campo, literatura, aerogeofísica, geocronologia, litoquímica e geoquímica prospectiva. Ressalta-se ainda que a região é conhecida pelas belíssimas paisagens naturais caracterizando um importante patrimônio geológico.

Fonte: CPRM

sexta-feira, 30 de março de 2012

Movimento dos oceanos


Vídeo da NASA mostra o movimento dos oceanos.
Simulação em computador mostra como é o fluxo das correntes marítimas ao redor do planeta

Com 71% da superfície da Terra coberta por água, não é de se espantar a importância dos oceanos para a manutenção do equilíbrio ambiental no planeta. E tanta água, obviamente, se movimenta ao redor do globo. E para mostrar um pouco dessa movimentação, a NASA divulgou uma animação que mostra o fluxo de dezenas de correntes marítimas ao redor do planeta.

A animação foi produzida com o auxílio do modelo computacional ECCO2 (Estimating the Circulation and Climate of the Ocean, Phase II), responsável por simular o movimento dos oceanos e do gelo oceânico em todas as profundidades possíveis. Esta animação, porém, representa apenas o fluxo na superfície, entre os anos de 2005 e 2007.

O vídeo não tem narração nem história. O objetivo, segundo a NASA, é apenas criar uma experiência visual visceral e simples para que os espectadores observem em detalhes como é o movimento dos mares.

Confira abaixo o vídeo:

http://youtu.be/p3h-O6nVPpc


Fonte: Revista exame

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Mergulhador fotografa divisão entre placas tectônicas na Islândia

O britânico Alexander Mustard documentou um mergulho entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia, que se afastam a cada ano.


O fotógrafo britânico Alexander Mustard registrou o mergulho que ele e outros colegas fizeram na fenda entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia.

A aventura para conhecer a "fronteira" entre as duas placas ocorreu no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia. A paisagem submersa do parque é cheia de vales, falhas e fontes de lava, formados pelo afastamento gradual entre as duas placas, que se distanciam cerca de 2,5 centímetros uma da outra a cada ano.

Os mergulhadores que participaram da expedição desceram cerca de 24 metros na fenda entre as placas, mas chegaram a até 60 metros de profundidade em cânions como o Silfra e o Nikulasargia. Mustard, de 36 anos, diz que as imagens mostram 'o mundo submarino único da Islândia, que, assim como a ilha, é formado por paisagens vulcânicas'.

A lava e o vapor quente na interseção entre as placas criou também a chaminé hidrotermal Arnarnes Strytur, visitada pelos mergulhadores. A água é expulsa da chaminé 80°C e forma uma coluna turva ao entrar em contato com a água do mar, que está a 4°C.

Alexander Mustard é especializado em imagens submarinas. Um de seus trabalhos mais conhecidos é o registro fotográfico de destroços de navio no fundo do mar ao redor do mundo.

Placas tectônicas

A noção de placas tectônicas foi desenvolvida nos anos 1960 para explicar as localizações dos vulcões e outros eventos geológicos de grande escala.

De acordo com a teoria, a superfície da Terra é feita de uma "colcha de retalhos" de enormes placas rígidas, com espessura de 80 km, que flutuam devagar por cima do manto, uma região com magma nas profundezas da terra.

As placas mudam de tamanho e posição ao longo do tempo, movendo entre um e dez centímetros por ano - velocidade equivalente ao crescimento das unhas humanas.

O fundo do oceano está sendo constantemente modificado, com a criação de novas crostas feitas da lava expelida das profundezas da Terra e que se solidifica no contato com a água fria. Assim, as placas tectônicas se movem, gerando intensa atividade geológica em suas extremidades.

As atividades nestas zonas de divisa entre placas tectônicas são as mesmas que dão origem aos terremotos de grande magnitude.

Fonte: G1
Fotos: Alexander Mustard / Solent


Mergulhadores chegaram a atingir até 60 metros de profundidade.

Fotos foram tiradas nas imediações do Parque Nacional Thingvellir

Fenda entre duas placas tectônicas foi estudada. A da América do Norte à esquerda e
Eurásia à direita.
A lava e o vapor quente na interseção entre as placas também provocou fraturas no fundo da chamada
Lagoa Azul, no Parque Nacional Thingvellir

Alexander Mustard é especializado em fotografia no fundo do mar

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Mineral raro presente na Lua foi encontrado na Austrália

Mineral aparece em minúsculas quantidades e não tem valor econômico, mas poderia ser útil para determinar a idade das rochas em que foi encontrado.

Um mineral raro, chamado tranquillityita, que somente havia sido encontrado em mostras rochosas da Lua há mais de quarenta anos, foi descoberto na Austrália, confirmaram fontes científicas à Efe.

"É incrível que a tranquillityita exista há todo esse tempo em rochas na Terra  e que tenham se passado uns 40 anos desde que foi encontrado na Lua para fosse detectado aqui", disse Birger Rasmussen, líder da equipe da Universidade de Curtin, que fez a descoberta.

A tranquillityita deve seu nome ao Mar da Tranquilidade, superfície da Lua onde o mineral raro foi encontrado pela primeira vez, junto à armalcolita e ao pyroxferroite, durante uma expedição da Apolo XI em 1969.

Os dois últimos minerais foram encontrados na Terra nos anos seguintes à viagem à Lua, e há dois anos foi detectada a presença da tranquillityita em mostras rochosas da Austrália Ocidental.

Três longas e exaustivas análises confirmaram que se trata do mesmo mineral encontrado na Lua. Segundo os geólogos, o desenvolvimento da ciência desde 1969, que agora permite moer as pedras em pós extremamente finos para submetê-los a testes isotópicos ou para determinar sua idade, foi muito útil para detectar a presença do mineral na Terra.

A descoberta ocorreu por acaso, quando o grupo de cientistas estava analisando detalhadamente fatias da rocha com um microscópio para detectar elétrons.

O mineral, de cor marrom avermelhada, tem forma de pequenas agulhas mais finas que o diâmetro do cabelo humano, e sua composição tem principalmente sílica, zircônio, titânio e ferro. A tranquillityita, que até agora foi encontrada em seis locais da Austrália Ocidental, está presente em rochas ígneas como a dolerita, conhecida popularmente como "granito negro" e é um dos últimos minerais que se cristalizam do magma.

"De fato, suspeitamos que a tranquillityita logo será reconhecida em rochas similares à dolerita no mundo todo", dizem os cientistas.

O mineral, que aparece em minúsculas quantidades e não tem valor econômico, poderia ser útil para determinar a idade das rochas em que o mineral foi encontrado.

Fonte: Estadão